Instalada na principal artéria viária da Vila Leopoldina (Avenida Gastão Vidigal), a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), empresa vinculada o Ministério da Agricultura, tem sido manchete no noticiário da cidade por conta de sua possível mudança para outro bairro ou município.

Em março, tanto Prefeitura Municipal quanto Governo do Estado se manifestaram sobre o assunto. Enquanto o prefeito João Doria anunciava planos para o terreno do atual entreposto, o governo estadual divulgava locais capazes de receber uma nova central de abastecimento, num modelo de concessão da atividade à iniciativa privada.

Para os 600 mil m² ocupados pela Ceagesp, a prefeitura já atua numa direção bem definida e datada: a construção até 2020 do Centro Internacional de Tecnologia e Inovação. “Esse será o nosso Vale do Silício”, disse Doria, numa referência ao território localizado na região da baía de São Francisco e que abriga os gigantes da alta tecnologia mundial como Dell, Amazon, Sony, Siemens, entre outros.

Já o Governo de São Paulo recebia as propostas das empresas que responderam ao chamamento público, dando as linhas gerais do processo de concessão do entreposto sem prazo para ser entregue. Duas empresas, CPD e Nesp, indicaram áreas na capital (Perus e junção dos trechos Norte e Oeste do Rodoanel) e outras duas, Ideal Partners e Fral Consultoria, apresentaram terrenos em Santana do Parnaíba e Barueri, respectivamente.

Mesmo com toda essa movimentação, a direção da Ceagesp pouco fala sobre o assunto, limitando-se a dizer que orientação do Ministério da Agricultura “é continuar tocando a gestão normalmente”.

Por outro lado, boa parte dos comerciantes, que atuam como permissionários, começa a levantar a bandeira da permanência do entreposto na Leopoldina. “Falam que a Ceagesp vai mudar. Mas sequer conversaram conosco”, afirma Paulo Murad, representante do Sindicato do Comércio Atacadista de Hortifrutigranjeiros e Pescados em Centrais de Abastecimento de Alimentos no Estado de São Paulo (Sincomat). “Vamos lutar para que ela fique onde está, num processo de modernização”, acrescenta Murad. (Agência Território Noroeste)